Não sei sentir o amor, se é que alguém realmente me ama.
Amar da maneira que eu sempre esperei.
Mas agora cansei de esperar, e também não valer correr ao encontro.
Saber da distância é ver a realidade.
Mas quem eu amo é sempre longe.
Colorir um papel em branco é realmente viver.
Mas viver nem sempre se tem cores.
Lágrimas salgando o álcool, e o álcool fazendo esquecer.
Até quando esperar?
domingo, 22 de março de 2009
segunda-feira, 2 de março de 2009
O SUADO DO NARIZ DE JORGE
Os narizes sempre suaram. Embora ninguém nunca tenha querido saber o porquê de seu suar. Mas, de que vale o suado de um nariz? E por que quereria um nariz suar? Como soa o suado, de um nariz? E que gosto tem?!
Jorge, o contador, acabara de perder o comodismo remediado pelo condicionado ar de seu escritório e junto com ele seu atual emprego. Ganhava seis mil por mês e assistia ao Brasil Urgente, descontente que era das utopias. Jorge era um ‘belo feio’ caráter. Nunca antes tinha pisado na rua sem seu Chevrolet Luxo. E eis que de repente, não mais que subitamente, vem a crise.
E leva embora, tudo o que outrora o fazia rir. Jorge agora era um triste ‘belo feio’ caráter. E ao Datena não mais assistia. Então decidiu sair às ruas, não mais com seu pomposo e confortável automóvel, em função dos efeitos que a crise provocara no mercado petrolífero, mas sim munido do caderno de classificados da última edição da Folha, a qual não mais receberia por falta de pagamento.
Jorge, aquele mesmo que sempre tinha disponíveis em seu refrigerador Brastemp Duplex uma farta quantidade de alimentos e bebidas de diversas qualidades, descobre agora, ao chegar em casa depois de exaustiva procura por novo emprego, que tem só e apenas pão murcho e alguma água gelada.
Lamuriante que estava com a sua enfadonha situação financeira e mais enfaticamente, alimentícia, resolve se banhar e, descobrindo que não mais poderia encher sua banheira e se deliciar com longos e espumosos banhos com óleos terapêuticos e outras iguarias, em função da conta da Sabesp não paga, para em frente ao grande e ostentador espelho pendurado na sua direita parede e constata o fato:
O mesmo nariz que nunca suou por conta do ar condicionado de seu costumeiro escritório agora sente o salgado sabor de seu suado – de preocupação, e por andar várias horas seguidas sob os raios de sol a cada ano mais fortes, como resultado do aquecimento global. Aquecimento este também provocado pelo mesmo ar condicionado, aquele, que sempre esteve permanentemente ligado em seu escritório, refrigerando seus prolixos dias. Jorge agora sabia o valor da valia, de que mais vale um suado nariz esquentado do que mil ‘ares condicionados’.
Glauber Pereira
Paula Freitas
2º JOR
Um bom trabalho na aula de Língua Portuguesa.
Jorge, o contador, acabara de perder o comodismo remediado pelo condicionado ar de seu escritório e junto com ele seu atual emprego. Ganhava seis mil por mês e assistia ao Brasil Urgente, descontente que era das utopias. Jorge era um ‘belo feio’ caráter. Nunca antes tinha pisado na rua sem seu Chevrolet Luxo. E eis que de repente, não mais que subitamente, vem a crise.
E leva embora, tudo o que outrora o fazia rir. Jorge agora era um triste ‘belo feio’ caráter. E ao Datena não mais assistia. Então decidiu sair às ruas, não mais com seu pomposo e confortável automóvel, em função dos efeitos que a crise provocara no mercado petrolífero, mas sim munido do caderno de classificados da última edição da Folha, a qual não mais receberia por falta de pagamento.
Jorge, aquele mesmo que sempre tinha disponíveis em seu refrigerador Brastemp Duplex uma farta quantidade de alimentos e bebidas de diversas qualidades, descobre agora, ao chegar em casa depois de exaustiva procura por novo emprego, que tem só e apenas pão murcho e alguma água gelada.
Lamuriante que estava com a sua enfadonha situação financeira e mais enfaticamente, alimentícia, resolve se banhar e, descobrindo que não mais poderia encher sua banheira e se deliciar com longos e espumosos banhos com óleos terapêuticos e outras iguarias, em função da conta da Sabesp não paga, para em frente ao grande e ostentador espelho pendurado na sua direita parede e constata o fato:
O mesmo nariz que nunca suou por conta do ar condicionado de seu costumeiro escritório agora sente o salgado sabor de seu suado – de preocupação, e por andar várias horas seguidas sob os raios de sol a cada ano mais fortes, como resultado do aquecimento global. Aquecimento este também provocado pelo mesmo ar condicionado, aquele, que sempre esteve permanentemente ligado em seu escritório, refrigerando seus prolixos dias. Jorge agora sabia o valor da valia, de que mais vale um suado nariz esquentado do que mil ‘ares condicionados’.
Glauber Pereira
Paula Freitas
2º JOR
Um bom trabalho na aula de Língua Portuguesa.
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Redito
Ouvi dizer por aí que tudo se transforma com o tempo.
Eu, estou do mesmo jeito há anos, e não mudei.
Não sei se isso é bom ou ruim, minha vida se passa num mundo paralelo.
Daí ouvi: “certo, você não me conhece.. eu te conheço... diga três coisas que você gosta... sem repetições”
E então eu respondi, não pude ver seu rosto, mas acho que se espantou.
Ela também me disse quem não é bem assim, mas pode ser.
Se conhecer, se encanta, se decepcionar, amar, odiar, nada se sabe se não provar ou tentar.
Eu procuro não ver problemas nas coisas, mas ela sim, vê em tudo.
Imagine um mundo onde não se visse problemas em nada!
Muito dos homens querem dominar o mundo, eu só quero um pouco de tempo.
Tempo pra mostrar que me ter é legal (desculpe, não poderia perder a piada), que minha cara de tonto é puro marketing, e que meus gostos particulares são interessantes.
Tente, diversão garantia ou seu dinheiro de volta.
Ela e seus problemas, eu e minhas soluções.
Nada melhor como arroz com feijão (esse foi um bom trocadilho), simples assim.
Por que será que acho que ela não vai mudar de idéia fácil assim?
Esse pensar é certamente uma certeza (redundante, mas sério), mas tentar como eu disse, é sempre mais interessante.
Vai, para de fazer careta e vem me abraçar.
Eu, estou do mesmo jeito há anos, e não mudei.
Não sei se isso é bom ou ruim, minha vida se passa num mundo paralelo.
Daí ouvi: “certo, você não me conhece.. eu te conheço... diga três coisas que você gosta... sem repetições”
E então eu respondi, não pude ver seu rosto, mas acho que se espantou.
Ela também me disse quem não é bem assim, mas pode ser.
Se conhecer, se encanta, se decepcionar, amar, odiar, nada se sabe se não provar ou tentar.
Eu procuro não ver problemas nas coisas, mas ela sim, vê em tudo.
Imagine um mundo onde não se visse problemas em nada!
Muito dos homens querem dominar o mundo, eu só quero um pouco de tempo.
Tempo pra mostrar que me ter é legal (desculpe, não poderia perder a piada), que minha cara de tonto é puro marketing, e que meus gostos particulares são interessantes.
Tente, diversão garantia ou seu dinheiro de volta.
Ela e seus problemas, eu e minhas soluções.
Nada melhor como arroz com feijão (esse foi um bom trocadilho), simples assim.
Por que será que acho que ela não vai mudar de idéia fácil assim?
Esse pensar é certamente uma certeza (redundante, mas sério), mas tentar como eu disse, é sempre mais interessante.
Vai, para de fazer careta e vem me abraçar.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
O código dela
Ver ou Rir
Pode ser os dois
Dia ou noite
Quero as cores do dia
Ana ou Maria
Prefiro Ana
Versos ou Rimas
Quero sempre versos
Diversificar ou inovar
Faz-me feliz é Diversidade
Analisar e descobrir
Descobrir um código
Isso seria Veridiana ?
Pode ser os dois
Dia ou noite
Quero as cores do dia
Ana ou Maria
Prefiro Ana
Versos ou Rimas
Quero sempre versos
Diversificar ou inovar
Faz-me feliz é Diversidade
Analisar e descobrir
Descobrir um código
Isso seria Veridiana ?
E.... ??
E você vai me perguntar qual o problema em me deixar falando sozinho?
Nenhum! Eu posso ficar aqui, sem problemas.
Retire o que eu disse, porque depois você vai dizer que é puro drama.
E pare de beber esta cerveja verde de nome difícil, e mais uma vez a culpa vai ser do Glauber.
E desligue o rádio ou pelo menos abaixe, olhe a hora, esse Beto Bruno nunca para de gritar?
Está bem! Esta eu gosto pode deixar, mas só!
Não derrube a tequila, cuidado, não tome assim, o limão!
Olha a hora! Acho que já tinha dito isso antes.
Que perfume bom, não me dá alergia alguma, isso sim é raro.
Agora coloque a blusa, esfriou um pouco, logo você começa a espirrar.
Vai que você começa a culpar o perfume, eu falei bem dele, ele nem é caro.
Nossa! É duro admitir que eu gosto de você assim.
Agora estou em duvida, não sei você fica melhor de cabelo comprido ou curto.
Minha nossa já pedi pra baixar o som, esses Beatles sim gritam demais!
E por favor, não quero falar do som novamente, coloque seus fones de ouvido ora bolas.
Por fim ou estou muito bêbedo, ou estou ficando louco por falar comigo mesmo esse tempo todo.
Nenhum! Eu posso ficar aqui, sem problemas.
Retire o que eu disse, porque depois você vai dizer que é puro drama.
E pare de beber esta cerveja verde de nome difícil, e mais uma vez a culpa vai ser do Glauber.
E desligue o rádio ou pelo menos abaixe, olhe a hora, esse Beto Bruno nunca para de gritar?
Está bem! Esta eu gosto pode deixar, mas só!
Não derrube a tequila, cuidado, não tome assim, o limão!
Olha a hora! Acho que já tinha dito isso antes.
Que perfume bom, não me dá alergia alguma, isso sim é raro.
Agora coloque a blusa, esfriou um pouco, logo você começa a espirrar.
Vai que você começa a culpar o perfume, eu falei bem dele, ele nem é caro.
Nossa! É duro admitir que eu gosto de você assim.
Agora estou em duvida, não sei você fica melhor de cabelo comprido ou curto.
Minha nossa já pedi pra baixar o som, esses Beatles sim gritam demais!
E por favor, não quero falar do som novamente, coloque seus fones de ouvido ora bolas.
Por fim ou estou muito bêbedo, ou estou ficando louco por falar comigo mesmo esse tempo todo.
domingo, 22 de fevereiro de 2009
Você e Eu, Eu e Você
Ela me disse que não mais podia
Mas eu já compreendi que não
Ela nem perguntou
Mas eu sabia que não
Ela bem que poderia perguntar
Mas eu sei que ela não vai perguntar
Ela é nova pra mim
Mas eu sou mais pra ela
Ela pode escrever
Mas eu só pude cantar
Ela soube me agradar
Mas eu não souber ser pra ela
Ela não soube a canção
Mas esta sim eu soube tocar
Ela disse que já voltaria
Mas eu acho que não voltará
Ela voltou
Mas eu fiquei sem palavras
Ela me perguntou
Mas não a pergunta que eu esperava
Ela quer um significado
Mas eu não saberei dizer
Mas eu já compreendi que não
Ela nem perguntou
Mas eu sabia que não
Ela bem que poderia perguntar
Mas eu sei que ela não vai perguntar
Ela é nova pra mim
Mas eu sou mais pra ela
Ela pode escrever
Mas eu só pude cantar
Ela soube me agradar
Mas eu não souber ser pra ela
Ela não soube a canção
Mas esta sim eu soube tocar
Ela disse que já voltaria
Mas eu acho que não voltará
Ela voltou
Mas eu fiquei sem palavras
Ela me perguntou
Mas não a pergunta que eu esperava
Ela quer um significado
Mas eu não saberei dizer
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Calendário de Sonhos
Uma Luz será sempre uma Luz, mesmo ela estando um tanto quanto distante.
Formas de esperança são lançadas ao vento todo o tempo.
Ver formas nas nuvens, ou mesmo esperar uma estrela para se fazer o mesmo pedido novamente.
Vida simples de um pensar incessante e de cor abstrata.
Sonho com gosto de vontade, de poder fazer e de ter.
Juraste que seria justa e que pensaria.
Um dia vem sempre acompanhado de outro, mas nem sempre todos bons.
Esperam que amanhã seja melhor, não é pretensão alguma.
É querer ser Feliz acima de tudo, de tocar às nuvens ao frágil toque de lábios...
... até então separados.
Formas de esperança são lançadas ao vento todo o tempo.
Ver formas nas nuvens, ou mesmo esperar uma estrela para se fazer o mesmo pedido novamente.
Vida simples de um pensar incessante e de cor abstrata.
Sonho com gosto de vontade, de poder fazer e de ter.
Juraste que seria justa e que pensaria.
Um dia vem sempre acompanhado de outro, mas nem sempre todos bons.
Esperam que amanhã seja melhor, não é pretensão alguma.
É querer ser Feliz acima de tudo, de tocar às nuvens ao frágil toque de lábios...
... até então separados.
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